A aguardada cinebiografia de Madonna, que teria Julia Garner no papel principal, não saiu do papel por causa de um impasse financeiro com a Universal Pictures. Em entrevista à Interview Magazine, publicada nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, a Rainha do Pop afirmou que o estúdio não teria aceitado o orçamento necessário para contar sua trajetória nos cinemas.
Segundo Madonna, ela passou dois anos trabalhando no roteiro e outros dois anos envolvida com produtores de linha, orçamento e escalação de elenco dentro da Universal. O problema, de acordo com a cantora, surgiu quando o tamanho da produção entrou em discussão.
“Tive uma vida extraordinária. Tive uma vida enorme, então precisava de um orçamento grande”, afirmou Madonna à revista.
O impasse com a Universal
A cinebiografia havia sido anunciada oficialmente em 2020, com Madonna envolvida na direção e no roteiro ao lado de Diablo Cody, vencedora do Oscar por Juno. O projeto também teria produção de Amy Pascal, nome ligado a filmes como Adoráveis Mulheres e produções da franquia Homem-Aranha.
A proposta era ambiciosa: contar a ascensão de Madonna como artista, cantora, dançarina e figura cultural que transformou a música pop. Na época do anúncio, a própria artista destacou que queria narrar sua vida com “voz e visão” próprias.
Ideia de filmar na Sérvia também não avançou
Para tentar reduzir custos, Madonna contou que chegou a encontrar uma alternativa para filmar o longa com menos dinheiro na Sérvia. No entanto, segundo ela, a Universal não teria se interessado pela ideia.
A cantora ainda relatou que o estúdio duvidou que ela permaneceria no país por muito tempo durante as filmagens. Madonna rebateu dizendo que sua vida inteira foi marcada por sobrevivência e que não iria ao local “de férias”.
Julia Garner continua ligada ao projeto?
Julia Garner, conhecida por Ozark e Inventando Anna, foi associada ao papel de Madonna desde 2022. A escolha da atriz movimentou fãs da artista, principalmente porque o processo de seleção teria envolvido uma preparação intensa com canto e dança.
Mesmo após o filme deixar de avançar na Universal, Madonna e Garner seguiram próximas. A atriz apareceu ao lado da cantora em momentos públicos e continuou sendo citada como o principal nome para interpretar a artista em uma futura adaptação.
Netflix entrou na história, mas série também enfrentou obstáculos
Depois do impasse com a Universal, Madonna revelou que a Netflix procurou sua equipe para transformar sua história em uma série. O plano, porém, esbarrou em outro problema: segundo a cantora, ela não poderia usar o roteiro desenvolvido com a Universal sem comprar os direitos por um valor considerado alto por ela.
A artista explicou que precisou começar praticamente do zero e passou meses tentando entender o formato de uma série, além de buscar um roteirista e showrunner compatível com sua visão. A produção limitada sobre sua vida chegou a ser noticiada em 2025 como um projeto em desenvolvimento inicial na Netflix, com participação do diretor e produtor Shawn Levy, conhecido por Deadpool & Wolverine e Stranger Things.
Madonna foca em “Confessions II”
Enquanto a produção audiovisual segue sem data para sair, Madonna voltou sua atenção para a música. A cantora afirmou que o processo da série ficou em segundo plano quando decidiu trabalhar novamente com Stuart Price, produtor de Confessions on a Dance Floor, em um novo projeto dançante.
O álbum “Confessions II” está previsto para chegar em 3 de julho de 2026 e marca o primeiro disco de estúdio de Madonna desde Madame X, lançado em 2019.
O projeto acabou de vez?
Por enquanto, a cinebiografia como longa-metragem pela Universal parece fora dos planos imediatos. Mas a história de Madonna nas telas ainda não está encerrada. A própria cantora deixou claro que segue interessada em contar sua trajetória, desde que encontre o formato, a equipe criativa e a liberdade necessários para isso.
O ponto central da fala de Madonna é claro: para ela, sua vida não cabe em uma produção pequena. E, considerando uma carreira que atravessa música, cinema, moda, polêmicas, reinvenções e impacto cultural global, a Rainha do Pop parece determinada a esperar até que o projeto tenha o tamanho que considera justo.

